As roupas são o meio mais simples e prático de fotoproteção. O FPS conferido dependem do tipo e fibra, da densidade do tecido e cor. Os tecidos mais trançados, ou entrelaçados de maneira mais fechada, possuem FPS mais alto que aqueles mais espaçados, por serem mais opacos à luz. A adição de pigmentos aumenta significativamente o efeito protetor oferecido. A proteção dos tecidos decresce em 1/3 quando são molhados.
Uma nova linha de roupas e acessórios está ganhando espaço no mercado Brasileiro – são camisetas, maiôs, bonés, chapéus, luvas e roupas produzidas com alta tecnologia para proteger dos efeitos solares nocivos à pele. O material dessas peças bloqueia a ação dos raios ultra violetas (UV), as ondas eletromagnéticas que que danificam o tecido cutâneo e favorecem o envelhecimento precoce e o desenvolvimento de câncer. A Austrália foi a primeira nação a criar uma lei exigindo da indústria têxtil a adoção de tecidos com proteção ultravioleta. Isso porque seus índices de câncer de pele são altíssimos. Por isso, a maioria das empresas australianas de vestuário tem uma linha fotoprotetora. A moda foi seguida por países como Nova Zelândia, Canadá, e Estados Unidos. As multinacionais Nike e Reebok tem modelos e acessórios que atenuam a ação dos raios UV. No mercado, há outras marcas que vendem peças com fator de proteção UV (FPU) acimea de 50. O FPU indica quanto esses raios solares são absorvidos pelo tecido. O 50 significa até 98% de radiação bloqueada. Em uma camiseta comum, por exemplo, o índice não passa de 10%. Roupas especiais são adequadas para quem tem pele muito sensível ou pratica esportes ao ar livre. É um recurso válido principalmente para pessoas com risco de câncer de pele, mas isso não exclui o filtro solar. No Brasil, surgem por ano 120 mil novos casos de tumores de pele.
O processo para garantir o bloqueio dos raios começa na tecelagem. Os fios recebem banho com um aditivo químico à base de dióxido de titânio, substância também utilizada nos filtros solares. Assim, ele forma uma barreira poderosa contra a radiação. Depois do banho químico, uma amostra do material é enviada para a Austrália, que faz um teste rigoroso para medir a capacidade do tecido de proteger dos raios (as normas Australianas são empregadas porque no Brasil não existe legislação sobre o assunto). Os produtos são identificados com um certificador internacional. Uma camiseta básica fica entre R$ 554 e R$80. Um boné R$ 60 (preços de 07/2007 publicados na revista Istoé 15/04/207).
As marcas atualmente disponíveis no mercado Brasileiro são: Sun Cover e UV Line, esta última já no mercado Curitibano

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